O Banco Central decretou a liquidação de uma instituição de pagamento que acumulou mais de mil reclamações em seis meses.
A liquidação é o BC agindo depois que o volume de reclamação já tinha virado sinal, não antes. Para quem compara fornecedor de crédito rápido, o histórico de reclamação no BC vira critério de triagem anterior ao preço, porque é o que antecipa esse tipo de desfecho.
O governo afirmou que vai oferecer linha de crédito a empresas impactadas pelo fim da escala de trabalho 6x1, segundo o secretário Durigan.
Toda vez que uma mudança de regra trabalhista aumenta custo fixo, o crédito rápido aparece como ponte, mas ponte de crédito também cobra juro, e o custo não desaparece, só muda de prazo. Quem decide sobre essa linha precisa rodar a conta completa antes de trocar despesa recorrente por dívida.
O governo Lula avalia ampliar o limite do microcrédito de R$ 21 mil para R$ 30 mil.
Subir o teto antes de mudar a taxa é a alavanca mais barata que o governo tem para destravar crédito, e quem desenha oferta de crédito rápido sente isso primeiro no volume aprovado. O risco muda de tamanho de parcela para tamanho de dívida, e poucos ajustam o modelo de cobrança para isso.
O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, a quinta redução seguida do mesmo tamanho, segundo o Valor Investe.
Selic mais baixa reduz o custo de captação do banco, mas o rotativo do cartão e o crédito rápido de balcão raramente acompanham o corte na mesma velocidade. Para quem não tem frente própria de crédito, a régua de comparação continua sendo a taxa cobrada de fato, não a taxa básica que sai na manchete.
Levantamentos de mercado mostram consumidores trocando o Pix pelo cartão de crédito na hora de pagar, atrás de pontos e milhas.
Trocar Pix por cartão para ganhar ponto empurra o consumidor para o rotativo se a fatura não fechar em dia, e o rotativo é o crédito mais caro do mercado. Para quem oferece crédito rápido, a migração é oportunidade de originação e, ao mesmo tempo, o momento certo de mostrar ao cliente o custo real do saldo que ele carrega.
A coluna trata de um fator menos citado na explicação para o patamar de juros no país.
Entender por que o juro está alto não derruba a sua parcela, mas muda a sua decisão: quando o custo do dinheiro é alto para todo mundo, a diferença entre propostas vem da garantia que você oferece, não da negociação.
A Caixa passou a oferecer Pix parcelado pelo aplicativo, em até doze meses.
Pix parcelado é empréstimo com nome de pagamento, e o juro dele costuma ficar entre o consignado e o rotativo do cartão. Serve para tirar você do rotativo, não para substituir uma linha mais barata que você já tem direito. Antes de aceitar, compare a taxa com a do consignado: se a diferença for grande, o parcelado está caro.
Na Argentina, o endividamento recorde levou as famílias a buscar empréstimo por aplicativo.
Crédito por aplicativo aprova rápido porque cobra caro pelo risco, e ele aparece exatamente quando as portas baratas já fecharam. O sinal de alerta não é o valor da parcela, é você estar tomando crédito novo para pagar o antigo. Quem tem margem consignável ainda livre está usando a porta errada.