Bancos iniciam a partir de 1º de novembro um mutirão de negociação de dívidas em atraso.
O mutirão reabre, por tempo limitado, uma via de renegociação que normalmente só existe caso a caso e com desconto menor. Para quem está negativado, a decisão real não é aderir à data, é comparar a condição do mutirão com a alternativa de crédito que recompõe o nome fora dele.
O governo anunciou pacote para microempreendedores individuais com proposta de novo teto de faturamento, linha de crédito e perdão de dívidas.
Perdão de dívida muda o cálculo de quem hoje está negativado por conta do CNPJ: a alternativa deixa de ser só renegociar e passa a incluir zerar o passivo por decisão de política pública. Quem atende MEI como alternativa ao nome sujo precisa entender que, aqui, o concorrente é o próprio governo.
A Justiça homologou o plano de recuperação extrajudicial do GPA, dono do Pão de Açúcar.
A homologação troca a dívida vencida por um cronograma aceito pelos credores, o mesmo mecanismo que qualquer pessoa negativada busca numa renegociação. A diferença entre sair do default e quebrar está em ter um plano aceito antes do protesto, não depois.
O juro médio do empréstimo pessoal nos seis maiores bancos subiu de 8,23% para 8,66% ao mês em setembro, segundo levantamento do Procon-SP citado pelo Valor Investe.
Quem já está negativado nem chega a essa mesa: o banco tradicional fecha a porta antes de cobrar juro. A alta do empréstimo pessoal no banco reforça, para esse público, que buscar alternativa fora do sistema bancário tradicional não é capricho, é o caminho que resta.
Os bancários rejeitaram a proposta da Caixa e mantiveram a greve nacional por tempo indeterminado.
Com a greve prolongada, o canal mais usado por beneficiário do INSS e do Bolsa Família para pagar conta fica mais lento, e atraso é a porta de entrada mais comum para a negativação. A semana não trouxe alternativa concreta ao nome sujo, e essa ausência é o próprio dado: quem mais precisa de opção é quem menos tem quando o canal formal trava.
Com um bem em garantia, a análise deixa de olhar só o histórico e passa a olhar o bem.
Crédito sem nada por trás é o que o negativado não consegue, e é justo que não consiga: o risco é todo do credor. Com garantia a conversa muda, porque o risco deixa de depender só do seu histórico. O editorial desta semana explica o mecanismo pelo lado do consignado, que é a mesma lógica vista pela folha de pagamento.
A Serasa estima o contingente de consumidores dispostos a comprar na Black Friday.
Setembro é quando as campanhas de renegociação começam, e elas costumam ser mais generosas antes da Black Friday do que depois. Quem está negativado tem mais poder de barganha agora, porque o credor quer limpar a carteira antes do fim do ano. Peça o desconto no valor à vista antes de aceitar parcelamento longo.