Brasileiros mantêm R$ 953 bilhões na poupança, mesmo com juros altos tornando outras aplicações mais rentáveis.
O dinheiro parado na poupança é, na prática, uma decisão por omissão: render menos para não decidir. Quem orienta cliente de patrimônio tem nesse número a medida exata do quanto ainda existe para migrar com um produto simples de porta de entrada.
O Tesouro Selic atraiu quase 60% dos investimentos em títulos públicos em setembro, segundo o Tesouro Nacional.
A concentração mostra o investidor escolhendo liquidez e segurança em vez de travar prazo, o oposto do que fazia há poucos trimestres. Para quem monta carteira de cliente, o dado sinaliza que o apetite por prefixado e IPCA+ longo só volta quando a trajetória de juros parar de surpreender.
A Alemanha aprovou sistema de poupança para aposentadoria que começa a valer desde a infância dos cidadãos.
Começar a poupar décadas antes da aposentadoria é a única alavanca que nenhum produto financeiro recria depois, porque falta o tempo de composição, não o valor aportado. Para quem orienta cliente sobre patrimônio de longo prazo, o caso alemão é argumento concreto de que o primeiro aporte vale mais que o maior aporte.
A Caixa abriu leilão de mais de mil imóveis com descontos de até 43%.
Desconto de leilão só constrói patrimônio se a conta incluir custo de reforma, IPTU atrasado e tempo de desocupação, itens que a chamada do leilão não mostra. Quem decide comprar pelo preço anunciado sem essa conta troca uma dívida cara por um imóvel caro de outro jeito.
Com a Selic em 13,75% ao ano após o corte do Copom, R$ 1 mil aplicado em poupança, Tesouro Direto ou CDB passa a render menos, segundo simulação do Valor Investe.
Selic mais baixa não é só sinal para quem investe, é sinal para quem também decide entre poupar e quitar dívida primeiro. Essa conta é exatamente o que o Diagnóstico de Proficiência Financeira da RBI ajuda a fazer, sem custo e sem letra miúda.
Brasileiros retiraram R$ 11 bilhões da poupança em agosto, a maior retirada em quatro anos.
Quando a retirada bate recorde com a Selic ainda alta, o dinheiro não está indo para outro investimento, está cobrindo despesa corrente, o oposto de construir patrimônio. A régua para quem orienta cliente nessa fase é simples: poupança que sai para pagar conta não é reserva, é atraso disfarçado.
A pesquisa aponta que dívida e crédito caro anulam a sensação de melhora com emprego e renda maiores.
Renda que sobe e some é quase sempre renda que já está comprometida com juro, não com consumo. Quem recebe aumento e não sente diferença deveria olhar o percentual do salário que sai antes de chegar na conta. Enquanto esse número não cair, aumento vira pagamento de juro, e não melhora de vida.
O artigo trata do hábito de separar mentalmente o dinheiro em caixinhas e do efeito disso sobre a dívida.
Tratar cada dívida como um problema separado é o que faz alguém pagar o mínimo do cartão enquanto tem dinheiro parado. A conta que importa é a soma, e ela quase sempre aponta para quitar o mais caro primeiro.